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Farmacêutica de Ilhéus denuncia ato de injúria racial em ambiente de trabalho. Confira!

 


A profissional afirma ter sido humilhada e constrangida por seu superior na frente de colegas com termos de cunho racista e busca reparação judicial.


A farmacêutica Rute Apóstolo Evangelista, que trabalha no Hospital Regional Costa do Cacau denuncia um ato de racismo ocorrido no dia 03 de fevereiro deste ano.

Ela relata que estava em seu ambiente de trabalho, quando foi convidada pela diretora (Christiane) a se dirigir até a sua sala, para alinhar o fluxo da dispensação de um medicamento não padronizado naquele hospital, procedimento padrão e corriqueiro.

Ao chegar na sala, acompanhada da colega também farmacêutica, Luise, na ocasião ambas estavam de plantão, já se encontravam na sala a referida diretora e o Dr. José Américo, diretor clínico do hospital, em seguida se fez presente Tiana, que foi apresentada como integrante do colegiado.

As discussões profissionais giraram em torno da Intervenção Farmacêutica, realizada pela equipe de farmácia, acerca da dispensação da CICLOFOSFAMIDA, quando de forma técnica, respeitosa e ética Rute divergiu do Dr. José Américo.

Daí para a surpresa de todos presentes naquela reunião, ele ergueu as mãos em sinal de súplica e pronunciou em alto e bom som as seguintes frases; “SANTA PRINCESA ISABEL, PORQUE RETIRASTES O TRONCO!!! ” em seguida ficou de pé (porque até então ele estava sentado), e continuou com a injúria, proferindo de forma vaidosa: ” VOU FICAR DE PÉ PORQUE EU SOU UM LORD E TENHO ORIGEM INGLESA, SOU SANGUE AZUL”.

“Eu fiquei atônita, totalmente desnorteada e abalada emocionalmente. As colegas também ficaram sem acreditar no que estavam presenciando. Muito espantada, Cristiane levou as mãos à boca. Luise ficou deslocada com aquela situação e Tiana simplesmente baixou a cabeça”, narrou o episódio Rute Apóstolo.

“Daquele dia em diante, eu relato o fato com o nó na garganta. Fui criada com 08 irmãs, todas negras, trabalhadoras, honradas, até então, nunca havia sido vítima de injúria racial, e o fato de sofrer um tipo de agressão dentro desta instituição IBDAH, isso me causa angustia”, disse a profissional.

Por fim, ela cita que além da injúria racial, tem visto o seu trabalho dificultado dia após dia. “Esperei uma retratação do Dr. José Américo durante 30 dias, fato esse que não ocorreu, muito pelo contrário, de lá para cá tenho visto o meu trabalho dificultado em todos os sentidos falando.

Por isso, tenho me amparado judicialmente, buscando todos os meios legais para obter reparação judicial e para que fatos dessa natureza não se tornem habituais em ambientes de trabalho “, concluiu a farmacêutica Rute Apóstolo Evangelista, funcionária do Hospital Regional Costa do Cacau.


Matéria fui Bahia Notícias

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