DEIXA ESFRIAR QUE O POVO SE AQUIETA, ESQUECE E DORME: ASSIM AGE O LEGISLATIVO MUNICIPAL DE ILHÉUS EM RELAÇÃO AO SEU POVO!

É como se o silêncio omissivo político tivesse efeitos anestésicos, funcionando qual uma mamadeira que alimenta e enche a “pança” da criança, que saciada deixa de “chorumingar”, arrota e adormece nos braços de Morfeu, como se picada fosse pela sonífera mosca tsé tsé. 

Assim somos nós, o povo ilheense: quando muito inflamado não passamos do “esperneio”.

Passada a indignação, nada melhor do que lembrar Benito de Paula: “...tudo está no seu lugar, graças à Deus, graças à Deus”. E a história vai se repetindo:... .

São crianças sem salas de aulas para estudar, é a Secretaria de Educação adotando sistema de rodízios entre séries diferentes por falta de professores, é a falta de merenda escolar. Na Saúde, os diabéticos, os crônicos renais, os anêmicos falciformes sem assistência, faltam medicamentos, profissionais especializados para assisti-los. Na Regulação se acumulam os pedidos de Tratamento Fora do Domicílio – TFD, enquanto os seus requerentes, depois de anos morrem na fila da espera. O Setor de Oncologia embora disponha de servidores eficientes e atenciosos, não podem fazer milagres, principalmente em termos de marcação de consulta, porque segundo informações, aquele Setor dispõe apenas de uma médica para atender a uma considerável demanda. Por exemplo, vaga para uma consulta oncológica no Hospital S. José não se conseguirá antes do mês de julho. E olhe lá! O Transporte Municipal de Ilhéus é um escândalo. Os idosos, as pessoas com deficiência, abandonados, como abandonados estão e sempre estiveram os moradores do Interior. Lá, falta tudo. O Legislativo e o Executivo não apresentam um projeto de geração de emprego(...).

E nós, o povo, o que estamos fazendo? Para onde vamos?

O Executivo e o Legislativo Municipal - com raríssimas exceções - parecem uma seleção bem entrosada jogando contra a população: O Executivo prevarica e o Legislativo, cala. O Executivo pratica ilicitudes e o Legislativo se omite. O Executivo mata e o Legislativo, esfola. A população está órfã porque os seus representantes legítimos, não a representa. A Supremacia do Interesse Público em Ilhéus foi “pràs cucuias” e tem fundo musical na voz de Sandra de Sá: “joga fora no lixo”.

Já não causa estranheza ter-se o silêncio ou a omissão, ou ambos, como marca registrada do Legislativo Municipal de Ilhéus, como dito, com raríssimas exceções, diante dos desmandos e da habitual prática de supostas ilicitudes do Executivo Municipal. 

Na Sessão Ordinária do dia 10/05/2023 o Vereador Jerbson Morais em um pronunciamento firme e seguro do Plenário da Câmara Municipal denunciou que agente político do Executivo ilheense recebera em Salvador parcelas mensais de R$ 100.000,00(cem mil reais) que deveriam ser utilizadas no combate a COVID-19 e confirmou a sua denúncia em entrevistas concedida à imprensa, tornando-as pública e mais, disse-se dispor de provas e que as entregarão as autoridades que dele solicite-as. A denúncia é gravíssima: quem liberava em Salvador parcelas mensais de cem mil reais para um agente político do Executivo Municipal? 

Quem é esse Agente Político? Qual o tipo delitógeno se enquadra a conduta desse Agente Político: peculato, prevaricação, outro? Se o dinheiro era desviado do combate a COVID, qual a sua destinação ilegal, quem dele se beneficiou? Cadê a Câmara Municipal de Ilhéus? Não é sua a incumbência de fiscalizar, apurar, investigar atos do Executivo? Por que ate aqui não se manifestou sobre a denúncia de um Vereador do Plenário dessa Casa de Leis? 

Entende-se ser competência legal da Câmara Municipal adotar providências sobre a denúncia. Portanto, configurara subestimação da capacidade e da Inteligência do ilheense a omissão ou o silêncio sobre o fato, lastreando-se tão somente no argumento do suposto recurso desviado ter origem federal, especificamente destinado ao combate a COVID-19. Não convence. 

Cansados da estratégia do Legislativo Municipal em relação aos desmandos do Executivo Municipal pautada na omissão, no silêncio e na conveniência, a população só tem um caminho pacífico a adotar: realizar sessões ordinárias como vereadores de fato nas comunidades para discutir as suas demandas e as decisões buscar cumprimento junto ao Ministério Público, Defensoria Pública, Judiciário, porque se tornou insuportável o tratamento da Câmara Municipal para com a comunidade: DEIXA ESFRIAR QUE O POVO SE AQUIETA, ESQUECE E DORME, NÃO DÁ MAIS! CHEGA!

Um grupo enviou um pedido de instalação de uma CEI (Comissão Especial de Investigação), para apurar tal denúncia, a protocolo foi via e-mail oficial da Câmara de Vereadores e o físico será protocolado no próximo dia de sessão, pelo fato de que, devido as sessões estarem sendo realizadas na Associação Comercial, então a secretaria da Câmara só funciona nos dias de sessão.

(clique petição requerendo instalação de CEI para apurar denuncia do vereador)

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