Roberto Jeferson resiste à ordem de prisão do STF e atira em policiais federais

Roberto Jefferon resistiu a retornar à prisão neste domingo, segundo seu advogado, depois que Supremo Tribunal Federal (STF) ordenou sua volta ao regime fechado por ter gravado um vídeo com ataques e ofensas à ministra da Corte, Cármen Lúcia.

"todas as providencias institucionais necessárias" para combater a intolerância, a violência, a discriminação e a misoginia.

A uma semana do segundo turno das eleições, o presidente Jair Bolsonaro (PL), que busca a reeleição, procurou se distanciar do aliado nesse episódio ao publicar no Twitter um repúdio às ofensas contra a ministra e à resistência armada contra agentes da Polícia Federal, ainda que tenha voltado a criticar os inquéritos comandados por Moraes.

"Repudio as falas do sr. Roberto Jefferson contra a ministra Cármen Lúcia e sua ação armada contra agentes da PF, bem como a existência de inquéritos sem nenhum respaldo na Constituição e sem a atuação do MP", tuitou Bolsonaro.

"Determinei a ida do ministro da Justiça ao Rio de Janeiro para acompanhar o andamento deste lamentável episódio", acrescentou o presidente.

Em entrevista coletiva, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa o segundo turno com Bolsonaro, criticou duramente as ofensas de Jefferson e disse que a questão agora tinha que ser resolvida pela Justiça e pela polícia.

"As ofensas que este cidadão... fez à ministra Cármen Lúcia não é possível de ser aceita por ninguém que ama a democracia, que gosta da verdade, que respeita os outros", disse Lula a jornalistas.

"Não sei o que está acontecendo porque as informações estão chegando truncadas... é uma questão da Justiça, é uma questão da polícia", acrescentou.


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