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E A MENINA DO COESO VIROU POETA: PARABÉNS GISELLE!


Ela é menina preta, tem cara de periferia, tem sangue de estivador. Jovem mulher de trato fácil com as palavras o que lhe faz encantada para quem a conhece e também respeitada, pela postura firme e concreta quando o assunto exige decisão. Não se “aperreia” com bobagem nem se atemoriza com dificuldades, afinal, a sua vida é um labirinto de obstáculos, alguns superados diariamente, outros, como a Faculdade de Direito, a desistência temporária por falta de recursos para mantê-la, vão sendo depositados no alforje dos seus sonhos a se realizarem. Mas ela não se atormenta, enfrenta, segue em frente. Viver é preciso. Ninguém a vê lamentando ou “chorumingando” pelos cantos da vida, porque as suas dores, dissabores a faz crescer e se agigantar diante dos desafios e a sua esperança se renova todos os dias alimentando-lhe a alma e aflorando-lhe os sentimentos que se transformam em versos e suavizam os seus sofrimentos. E tudo se torna suportável! Essa menina preta, nascida na Avenida Princesa Isabel, bairro da Conquista, COESIANA é também POETA OU POETISA. Ela foi selecionada para participar DA MAIOR ANTOLOGIA POÉTICA DO BRASIL, com o POEMA:



RETICÊNCIA

Giselle da Hora

Pseudônimo: Flor Kadupul

Um susto.

Surpresa

Tensão.


Não esperava estar aqui paralisada, imaginando uma reação.

Tento ser mais discreta, então 

Esta é a única solução.

E de repente toda esta confusão.

Deveria sentir tal sensação?

Não, não devo viver esta ilusão... dói.

Dói sim, dói dentro de mim. Não era prá ser assim.

Fico perdida e sem saber o que fazer vem a falta de ar.


Sinto como mamutes pousassem no meu peito, esmagando-me com ferocidade. O que posso fazer?

Fugir

Para bem ao fundo, pois, não quero sentir, não quero sentir,

Por favor!

Tire de mim, tire de mim, suplico-lhe!

Tire de mim esta dor que inunda, me invade e que de mim agora faz parte.


Pouso em chão gélido, 

banhados pelas lágrimas que transbordam o meu ser e agora pairam sobre mim o manto da solidão.

O silêncio perpetua-se em à imensidão,

Decido viver de saudade, então.


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