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Jovem está em coma induzido após demora em parto na maternidade de Ilhéus; bebê fez cocô na barriga da mãe


 Yasmin Ingrid Barbosa, de 25 anos, está em coma induzido no Hospital Costa do Cacau, em Ilhéus, após a realização de uma cesárea no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, localizada também na cidade.

Segundo os familiares, Yasmin, que estava grávida de um menino, deu entrada na maternidade na quinta-feira (6), ao sentir contrações na barriga. Após avaliação médica, ela teria sido orientada a voltar para casa.

Na manhã de sábado (8), Yasmin voltou a sentir as dores em casa e, acompanhada da mãe, Dona Leninha, retornou para a maternidade onde foi novamente examinada. De acordo com Dona Leninha, Yasmin já estava em trabalho de parto, no entanto, sem dilatação suficiente para parto normal. Mais uma vez, a equipe médica teria orientado a jovem a voltar para casa.

Diante da situação da filha, Dona Leninha optou por não fazer isso, e decidiu, junto com a filha, aguardar o nascimento do neto no interior da unidade de saúde. Horas depois, houve o rompimento da bolsa amniótica dentro da maternidade.

Segundo informações da mãe de Yasmin, a equipe médica constatou que o bebê já tinha feito cocô (mecônio) dentro da barriga da grávida, e, após a tentativa de um parto normal, houve a realização de uma cesárea.

O procedimento teve início no final da noite de sábado (8), tendo como obstetra responsável o médico Carlos García. Às 23h44, Arthur Gael nasceu. O bebê precisou passar por uma lavagem, pois também havia engolido mecônio, segundo relato da mãe de Yasmin.

No domingo (9), Yasmin apresentou sinais de que não estava bem de saúde, num quadro muito diferente do apresentado durante toda a gravidez. Segundo Dona Leninha, uma assistente social chegou a questioná-la sobre possíveis problemas mentais que a sua filha teria, fato que foi negado pela avó de Arthur.

Na segunda-feira (10), ainda hospitalizada na maternidade, Yasmin passou a ter febre e sentir falta de ar. Ela foi intubada pela equipe médica e, na quarta-feira (13), transferida para o Hospital Costa do Cacau, onde permanece em coma induzido até essa segunda-feira (17).

Segundo informações da família de Yasmin, os médicos do Costa do Cacau afirmam que ela não apresenta melhora e seu estado de saúde é considerado “grave”. A mãe de Yasmin questiona a demora na realização de um exame de angiotomografia, informado pela própria equipe médica de que seria feito há alguns dias.

Os familiares de Yasmin acreditam que a filha foi vítima de negligência no Hospital Materno-Infantil, já que a decisão para realizar o parto foi muito demorada, prejudicando, inclusive, a saúde do bebê, na sua avaliação.

Após uma semana internado, Arthur Gael recebeu alta e segue aos cuidados da avó.

Uma especialista em enfermagem neonatal e pediátrica ouvida pelo BG, mas que preferiu não se identificar, afirma que o feto evacuar dentro do útero da mãe é uma complicação comum na hora do parto, não tendo como prevenir isso. Segundo ela, este fato apresenta risco de complicação mais grave para o bebê.

Ainda de acordo com a especialista, para a equipe médica descobrir se há mecônio dentro da placenta, e decidir pela realização do parto cesárea, é preciso que haja o rompimento da bolsa amniótica, onde é observada a presença de um líquido de cor mais escura, devido ao mecônio.

A especialista, no entanto, afirma que é preciso uma avaliação individual do caso, observando o histórico de saúde da paciente durante a gravidez.

Sobre o assunto, a assessoria de comunicação do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio enviou ao BG a seguinte nota:

Posicionamento do HMIJS

A paciente citada na reportagem foi internada no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, dia 8, já em trabalho de parto. Por esta condição, conforme as recomendações da OMS, a equipe médica indicou a condução do atendimento para o parto normal. Com evolução dos procedimentos e por medidas de segurança para a gestante e para o bebê houve, em seguida, a decisão médica para a realização do parto cesáreo.

O bebê nasceu sem complicações.

No entanto, a paciente evoluiu para um quadro de pneumonia, sem intercorrências da gestação e puerpério.

Foram realizados testes para detecção da Covid-19, cujo resultado apresentou-se negativo. Por conta da evolução clínica da síndrome respiratória e para garantir melhores recursos de tratamento, a paciente foi transferida para o Hospital Regional Costa do Cacau, referência neste tipo de atendimento.

Todo o atendimento ocorreu cumprindo aos rigorosos protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Matéria do site Blog do Gusmão

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