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Governo da Bahia questiona distribuição de vacinas contra Covid-19 feita pelo Ministério da Saúde: 'Critério injusto’

Autoridades do governo da Bahia solicita mudança nos critérios de distribuição das vacinas contra a Covid-19, pelo fato que o estado estaria recebendo menos doses em comparação com cidades e estados com populações menores, fator que estaria impactando na campanha de vacinação no Estado.

O secretário de saúde de Salvador, Léo Prates, afirmou que o município recebeu menos imunizantes do que outras capitais, de menor porte. 

Rui Costa por meio de sua redes sociais, também questionou o critério de distribuição. Na postagem, ele escreveu: "Infelizmente, as vacinas contra a Covid-19 não têm sido distribuídas de forma proporcional. A Bahia tem recebido menos que outros estados. Já passou da hora do Ministério da Saúde corrigir esta distorção e distribuir as vacinas de forma proporcional a cada estado e cidade”.

O último informe técnico do Ministério da Saúde, elaborado no dia 12 de julho, tratou da distribuição de 2 milhões e 400 mil doses da Pfizer. No informe, os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul receberam mais doses que a Bahia, apesar de esses estados terem uma população menor.

Segundo o Ministério da Saúde, a explicação está no público-alvo dessa distribuição, que seria a soma de trabalhadores industriais e pessoas com 59 a 55 anos. Segundo o Ministério, esse público-alvo é menor na Bahia.

Desde junho a Bahia tem adotado um critério diferente para distribuir os imunizantes. Segundo o secretário de saúde do estado, Fábio Vilas-Boas, a distribuição é feita com base na faixa etária da população. A mudança aconteceu por causa da diferença na cobertura vacinal dos municípios.

“A Bahia decidiu abandonar o critério exclusivo de grupos prioritários, e passou a fazer a vacinação com base em faixas etárias. A decisão é baseada na evidência de que havia uma disparidade muito grande entres municípios do estado, com municípios atingindo vacinação de mais de 85% da cobertura prevista, mas outros com cobertura menor que 30%”, detalha o secretário.

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que enviou doses para atender todos os grupos prioritários. Ainda segundo o Ministério, a recomendação é que, após a vacinação dos grupos prioritários, seja iniciada a imunização por faixa etária, de forma decrescente, começando em 59 anos até os 18 anos.

Matéria completa no G1 BA. 

“Nós temos de 13% a 14 % da população imunizada completamente. Precisamos ultrapassar os 70%, então a distribuição tem que ser muito correta, o mais rápido possível. Não tem outro caminho para a gente enfrentar essa pandemia”, alerta.


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