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Hospital Costa do Cacau nega atendimento a paciente e caso vai para o Ministério Público


O jovem Danilo Cruz da Silva deu entrada no Hospital no dia 14 de junho por volta das 23 horas sentindo fortes dores no intestino, mas foi surpreendido por ter atendimento negado, esse caso foi denunciado ao conselho de Saúde do município de Ilhéus e posteriormente denunciado pelo conselho ao Ministério Público.

Danilo ainda se deparou com um informe em um papel A4 onde dizia "Informamos que a partir das 15h do dia 14/06/2021 estaremos atendendo apenas pacientes classificados como "amarelos" e "vermelhos" conforme classificação de Manchester. Os demais "azuis" e "verdes" deverão se dirigir as Unidades Básicas de Saúde e aos Pronto Atendimento de seu Município. A Direção"

Acompanhe na íntegra a denúncia de Danilo ao Conselho de Saúde do Município de Ilhéus.

"Ao conselheiro de saúde Valério Bomfim.

Bom dia nobre conselheiro, utilizo deste meio, para formalizar denúncia em desfavor da direção e profissionais de saúde do hospital regional costa do cacau, em Ilhéus -BA.

Ocorre que no dia 14 de junho de 2021, por volta dás 23:40, recorri a citada unidade de saúde, sofrendo com uma suposta infeção intestinal, com diarréia constante, além de sensação de fraqueza corporal, a fim de ser atendido, diagnósticado e tratado.

Apresentei os documentos pessoais a recepcionista e relatei o meu problema de saúde, a mesma por sua vez, preencheu a ficha em uma unidade de processamento eletrônica, posteriormente pediu-me para aguardar a triagem que seria feita por uma enfermeira, alertou-me ainda, que por ordem da direção, a unidade hospitalar só atenderia tipificações amarelas e vermelhas, o que não compreendi, portanto, perguntei se eu seria atendido, ao que me respondeu que seria definido na triagem.

Após, longa espera e questionamentos que fiz sobre a demora no atendimento, uma vez, que estava sentindo dor e desarmonização intestinal, além do único paciente à ser triado, fui chamado por alguém utilizando instrumentos sonoros, momento no qual, o meu nome apareceu no painel eletrônico, solicitando o comparecimento na sala de acolhimento.

Já na sala de acolhimento, a enfermeira que se apresentou pelo nome de Nayane, utilizando a máscara abaixo do nariz, fez-me perguntas sobre a minha enfermidade atuau ,registrando as respostas num sistema, utilizando um computador, além de afirmar que provavelmente eu não seria atendido, pois, não estava classificado para tanto, orientou-me a procurar outra unidade de saúde , porém, se eu quisesse esperar para aventurar o atendimento, seria uma decisão de minha responsabilidade.

Como já passara da meia noite, não havia mais transporte para o deslocamento e o referido hospital é praticamente ao lado de onde resido, questionei-a sobre o motivo do não atendimento, ao que respondeu ser uma determinação da direção, pedi que fosse específica, ao que respondeu: " nem eu mesmo sei dizer", em seguida, perguntou-me se eu gostaria de questionar as médicas de plantão, ao que respondi positivamente, ela levantou-se, pediu-me para aguardar que iria chamar as médicas. Após um longo tempo aguardando o comparecimento da médica ou o retorno da enfermeira com uma justificativa plausível, ainda na sala de acolhimento, dirige-se a mim, uma técnica de enfermagem, a qual, não se identificou, informando que eu deveria procurar outra unidade de saúde, pois, a médica não iria me atender, contraditei-a, informando que estava ali aguardando a médica ou pelo

 menos a enfermeira que me abandonara na referida sala, ao que me respondeu que a enfermeira encontrava-se em horário de descanso e não retornaria, de fato, depois desse momento não compareceu mais!

Nesse momento, me senti impotente, doente, precisando de assistência médica, e sendo negada sem justificativa. Retornei a recepção e solicitei um momento com as médicas de plantão, o que me foi negado, perguntei os nomes das médicas, a recepcionista disse não saber.

Esgotado e constrangido, recorri aos seguranças do hospital, esses me trataram com cordialidade e respeito, não permitiram o meu acesso para falar com as supostas médicas plantonista, pois, passei a desconfiar que nem estivessem lá, porém, se comprometeram a ir apelar em meu favor, junto as médicas, entretanto, retornaram afirmando que elas disseram que não iriam atender, pois, estavam a mais de 5 ( cinco) meses sem receber os devidos salários.

Diante da clara omissão de socorro, bradei, com tom de voz moderado, que se essa era a razão da recusa no atendimento, elas deveriam ter procurado os meios legais para resolver a questão dos atrasos salariais e ficado em casa, pois, assim, a direção teria providenciado outro profissional disposto a realizar o atendimento!

Como ultima tentativa, fui ao posto policial do próprio hospital, onde estavam de plantão um sargento e uma policial feminina, solicitar apoio diante do crime cometido pelas médicas, o sargento orientou-me a registrar boletim de ocorrência na delegacia, posteriormente foi até as médicas no interior do hospital, no retorno da suposta conversa com as mesmas, orientou-me a procurar outra unidade de saúde, pois, elas não me atenteriam, porém, no mesmo instante, sem atendimento algum, um dos seguranças chega a recepção com uma recita enviada supostamente por uma das médicas. 

Por gentileza , senhor conselheiro, formalize a referida denúncia junto ao conselho de saúde e demais instituições competentes, pois, atitudes criminosas, como as que relatei, vem sendo praticadas pelos profissionais de saúde do hospital costa do cacau. Saliento que estou a disposição para quaisquer esclarecimentos futuros.

Danilo Cruz da Silva"

Resposta do conselho de saúde neste link

Foto do painel de chamada registrada por Danilo enquanto esperava primeiro Atendimento






Receita 




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