terça-feira, 7 de julho de 2020

Tristeza na Soares Lopes: Árvores cortadas e centenas de aves desabrigadas


Uma cena triste gerou comoção na avenida Soares Lopes, em Ilhéus, durante a tarde dessa terça-feira. A Prefeitura Municipal de Ilhéus promoveu o corte de amendoeiras nas áreas próximas à Catedral de São Sebastião. O local é o habitat noturno de milhares de periquitos, que fazem revoadas admiradas há décadas por ilheenses e turistas, e são uma característica do centro da cidade ao final da tarde. Nas redes sociais, a população manifestou indignação com a agressão ao meio ambiente e pessoas choraram ao ver a imensa revoada de aves desorientadas após ficar sem o abrigo das árvores. Há entre setores da sociedade civil organizada diversos questionamentos, dentre os quais as dúvidas sobre se a ação foi respaldada por estudos de impacto ambiental, de quem é a responsabilidade e se houve consulta ao Conselho Municipal de Meio Ambiente. Com a palavra, a Prefeitura Municipal de Ilhéus e o Ministério Público.


Sobre o assunto, a prefeitura divulgou o seguinte informe:

Em atendimento ao sistema viário da nova ponte Jorge Amado constante no processo de licenciamento ambiental do empreendimento expedida no ano de 2015, o município de Ilhéus realizou a supressão de algumas amendoeiras no polígono que abrange o viário na Avenida Soares Lopes, conforme aprovação administrativa regular expedida pelo município para a autorização de corte. Foi no ano de 2018 que a Secretaria de Infraestrutura do Governo do Estado da Bahia requereu a supressão dessas árvores dentro do processo de licenciamento correspondente.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente da Prefeitura de Ilhéus, Mozart Aragão, “as amendoeiras não são espécies recomendadas para a composição do paisagismo em áreas urbanas, pois como aconteceu aqui em Ilhéus, a rede de drenagem foi danificada com o acúmulo de amêndoas, tanto que a Secretaria Municipal de Infraestrutura está realizando a desobstrução das manilhas de drenagem pluvial para resolver os alagamentos na via. As raízes das amendoeiras também danificam calçadas, estruturas dos imóveis e, além das manilhas, também afetam a rede de esgoto. Todas as árvores retiradas, foram removidas com autorização, em cumprimento ao licenciamento ambiental da nova ponte. Estamos estudando com os órgãos competentes qual o paisagismo a ser utilizado para substituir as amendoeiras”, disse. Comentário do blog: Aragão não comentou o impacto causado à população de aves que se abriga na localidade em que as árvores foram suprimidas.

Fonte: Blog Chico Andrade

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